<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623</id><updated>2011-12-30T17:35:49.100-02:00</updated><category term='eu e todo mundo'/><category term='meme'/><category term='vendas'/><category term='Comunicados'/><category term='Essa moça tá diferente'/><category term='esperas'/><category term='trânsito'/><category term='lugares'/><category term='Repartições públicas'/><category term='cartas para mais tarde'/><category term='motoqueiro'/><category term='cotidiano'/><category term='futebol'/><category term='Rio de Janeiro'/><category term='todas as letras'/><title type='text'>Ana Flávia Alberton</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>51</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-737147297990905938</id><published>2011-12-30T11:26:00.000-02:00</published><updated>2011-12-30T11:26:24.251-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Mais um ano se despede</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da janela do trabalho, vejo a chuva de papel picado anunciando o final de mais um ano. É o momento de triturar aquilo que não mais serve e defenestrar as tristezas, na expectativa de criar novas esperanças. Na avaliação, não há motivos para reclamar: Foram vitórias calculadas e tantas outras não previstas. Também há de se comemorar cada derrota (mas estas não precisam não precisam de cartazes, pois devem ser lembradas em silêncio, garantindo o acerto dos próximos passos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os resultados deste ano, mais importante do que comprar o apartamento próprio, voltar a estudar e atingir estabilidade financeira, está a manutenção das conquistas menos palpáveis e, até mesmo, mais antigas. Porque sentar em um bar ou restaurante sem se preocupar tanto com o total da conta é bom, mas o melhor mesmo é ter amigos verdadeiros para dividir a mesa. Estejam eles no Rio de Janeiro, no planalto central ou em qualquer universo paralelo, o meu grande feito tem se repetido, ano após ano, ao garantir a permanência das grandes amizades, apesar de todas as mudanças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, um amigo comentou que a nossa amizade não era mais uma questão de anos de convivência, já havia se tornado uma questão de vida. E ele está certo. Aprendemos a dividir os dias com pessoas que estão longe, ou mesmo virando a esquina. Elas se fazem importantes pelo volume das risadas e pelo ombro no desespero. São elas que me fazem seguir em frente, para conquistar senão o mundo, o direito de ser feliz com as pequenas coisas cotidianas. É uma questão de vida porque aprendemos a comemorar lado a lado, a confiar, a falar sem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter grandes amigos é o resultado de uma vida inteira. E eu sou grata por isso. O gastar dos anos já não mais importa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-737147297990905938?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/737147297990905938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=737147297990905938&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/737147297990905938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/737147297990905938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2011/12/mais-um-ano-se-despede.html' title='Mais um ano se despede'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8251498704413900019</id><published>2011-11-11T20:57:00.000-02:00</published><updated>2011-11-11T20:57:25.395-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Maestro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um final de semana, destes de sol, que nos convida para uma caminhada descompromissada, as pessoas correm entre lojas abertas, carros que furam o sinal e uma arquitetura que se esconde atrás dos letreiros luminosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre espaços onde haviam prédios que foram derrubados por uma dita modernidade, deparo-me com um morador de rua, sentado sobre uma mala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vidrado, concentrava os olhos no aparelho de televisão disponível em uma banca de revistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tela, Pavarotti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não estava sob uma marquise, nem esquecido em um canto: Fez do largo da Carioca sua sala de estar. Tomado pela música, ignorava o mundo, talvez em uma inversão de papeis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as pessoas corriam, fizera a opção por sequer piscar. Como se na música estivesse todas as respostas das dores cotidianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado, rodopiava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançava parado ao som de uma música triste. Parecia alegre. Era ele a única verdade em um mundo inconveniente.Talvez fosse ele, o único que fizera as escolhas do saber viver.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No silêncio, aprendeu a orquestrar o caos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8251498704413900019?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8251498704413900019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8251498704413900019&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8251498704413900019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8251498704413900019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2011/11/maestro.html' title='Maestro'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-1870612224910071994</id><published>2011-08-08T16:57:00.003-03:00</published><updated>2011-08-08T17:01:10.430-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><title type='text'>Mêngoo X Vaxcão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais do que apaixonado pela cidade, o carioca é fanático por futebol. Rubro negro, alvinegro, tricolor. Independente da combinação de cores, se exaltam na hora do gol. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é preciso ligar a televisão, colar o ouvido no rádio: clássico a gente sabe o resultado no grito e silêncio, como tragédia e vitória.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Campeonato estadual é copa do mundo: heroísmo exagerado em um passe bem feito. Decisão nos pênaltis: um convite à loucura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do meu apartamento, sei do gol perdido do Vasco na consagração exacerbada da torcida do Flamengo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A concentração é o bar mais próximo - o garçom ignora qualquer movimentação: olhos vidrados, marcados na bola. Buzinaço, alegria que se perde na briga da torcida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Impossível ignorar os jogos, muito menos os resultados contados na quantidade de – mêngooo! E – vaxcão! que escuto dentro da minha sala (mesmo quando os dois times não se enfrentam). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um grito torna-se continuação do outro: Uma resposta barulhenta, que faz parte do burburinho da cidade. Em minha falta de carioquice, já percebi que o Rio de Janeiro não nos permite ser imune ao futebol.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-1870612224910071994?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/1870612224910071994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=1870612224910071994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/1870612224910071994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/1870612224910071994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2011/08/mengoo-x-vaxcao.html' title='Mêngoo X Vaxcão'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8204758531449784821</id><published>2011-03-28T22:33:00.000-03:00</published><updated>2011-03-28T22:33:09.553-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>Pelas mãos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Rwb8Di-aI8g/TZE2fw3HxOI/AAAAAAAADAM/D8ECtSpS_M0/s1600/mocanajanela_dali.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Rwb8Di-aI8g/TZE2fw3HxOI/AAAAAAAADAM/D8ECtSpS_M0/s320/mocanajanela_dali.jpg" width="223" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Ultimamente tem passado muitos anos', e eu não vi o mês de março que acabou. As chuvas de verão já foram, mas o outono ainda ensaia os últimos passos da estação passada, com céu limpo e temperatura alta. Eu não tenho visto o correr das horas de cada minuto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo voa pra consumir uma espera interminável, mas também fica para dizer das coisas boas do esperar. Ainda assim, tenho visto os amigos, recebido notícias com tanta velocidade que me perco nas minhas faltas e respostas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pressa, é preciso saber do sim e do não. Saber a hora de parar e de sorrir de volta. Procurar formas, realizar-se. Ultimamente, eu não tenho visto o tempo. Me perco entre o domingo e a sexta-feira.&amp;nbsp; Porém, mais triste que a pressa, é o não saber ficar. Entre um lugar e outro, me fixei. Raízes suspensas para ter o direito de recomeçar. (E respirar. E saber o meu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A vida é feita assim: de escolhas automáticas, de tristezas passageiras e daquilo de bom existente em um dia cheio: um almoço, uma boa companhia, um conselho ou uma risada. Os anos passam e me carregam pelas mãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, me deixam histórias, pessoas, vontades. Os anos me fazem livre para ser&amp;nbsp; diferente daquilo do que fui e serei. Os anos me dão espaço para ser o hoje. O tempo não traz consigo a conformidade com a paisagem, mas sim&amp;nbsp; uma alegria real de se ter o controle e um amanhã baseado em toda leveza existente na loucura de cada amanhecer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8204758531449784821?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8204758531449784821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8204758531449784821&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8204758531449784821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8204758531449784821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2011/03/pelas-maos.html' title='Pelas mãos'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Rwb8Di-aI8g/TZE2fw3HxOI/AAAAAAAADAM/D8ECtSpS_M0/s72-c/mocanajanela_dali.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8105865904986045944</id><published>2011-03-11T22:41:00.001-03:00</published><updated>2011-03-11T22:42:08.241-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>A casa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respirou fundo e abriu a porta. Aproveitando a fresta de luz, constatou: As falhas na parede apontavam a continuidade de um caminho que já desgastado. Parecia que ela abria sulcos para as promessas passarem. Quantas promessas! Uma vida inteira baseada no não saber, na falta de motivos ou coragem de continuar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rachado surgia no ponto baixo da parede, próximo ao azulejo do chão e subia vagarosamente, formando rios, galhos, continuações de uma história perdida entre as paredes daquela casa. Há tanto não entrava ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A poeira tomou conta das poltronas cobertas com lençóis velhos. As coisas foram abandonadas para que a vida pudesse seguir. Cada passo na casa era um pedaço de uma história esquecida não só pelo querer esquecer, mas também pela a memória que brinca traiçoeira e apaga os detalhes. A dor já não parecia estar ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acendeu a única lâmpada que ainda funcionava na casa, viu o que o tempo manteve tudo intacto, translúcido à memória e pálido em seu lugar de origem. Tudo suspenso esperando a hora de recomeçar o que já não tinha começo, nem meio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobriu os móveis da sala, limpou com a manga da camisa o pó acumulado no porta-retratos. Um sorriso tão largo na fotografia já levemente amarelada. Definitivamente foi feliz ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se viu menino correndo entre as pernas dos adultos, adolescente se perdendo nas pernas da amada. Viu-se homem perdido, sem rumo, nem nada.&amp;nbsp; Ali, estava a sua vida, escondida debaixo de cada lençol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Puxava o pano, caia poeira da alma. A paina da memória à contraluz. Passou a noite ali, fez festa para espantar a nostalgia, inventou os caminhos, reviveu para que fosse permitido voltar a viver em paz com o que sempre foi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Rio de Janeiro, 2 de agosto de 2010, publicado originalmente no mocasdiferentes.wordpress.com)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8105865904986045944?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8105865904986045944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8105865904986045944&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8105865904986045944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8105865904986045944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2011/03/casa.html' title='A casa'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-3981014958473278100</id><published>2011-01-12T10:50:00.000-02:00</published><updated>2011-01-12T10:50:50.817-02:00</updated><title type='text'>No Restaurante</title><content type='html'>Meio-dia. Hora exata para entrar em um restaurante e participar da falsa e obrigatória comemoração de se dividir a mesa com desconhecidos. É o momento de sentir-se um forasteiro na terra de pessoas mudas ou, ainda, de escutar conversas privadas em mesas públicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é mais uma arte tornar-se invisível em um lugar onde não há cadeiras vazias: Ninguém se percebe, não há sequer o pânico de semi-conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas horas, há apenas olhos vidrados em seus próprios pratos, perdidos entre a salada e um bom filé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão que se anuncia na pressa da grande cidade que não tem tempo para a história de seus dias. O almoço, principalmente nos dias úteis, é o melhor anúncio para um estilo de vida independente (na verdade um tanto solitário). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regra é o não incomodar, não incomodar-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O máximo que dirão será um “com licença” ou “o lugar está ocupado?”. É necessário se acostumar: A fala ficará restrita a um pedido de bebida ao garçom. Não sobra espaço, nem ar. Não espere um sorriso, uma cortesia, muito menos um possível amigo. A cidade convida para o almoço, mas traz à mesa a ausência de rostos – e alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-3981014958473278100?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/3981014958473278100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=3981014958473278100&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/3981014958473278100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/3981014958473278100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2011/01/no-restaurante.html' title='No Restaurante'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-1979272187642817640</id><published>2010-06-09T21:30:00.000-03:00</published><updated>2010-06-09T21:30:57.432-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>Canção para dias mornos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá fora uma chuva fina. Daquelas que, aos poucos, desenterram os mortos. Uma chuva pra tirar a pressa, trazer qualquer nostalgia barata de um tempo que não foi tão bom.&amp;nbsp; Fico a contar as janelas, as luzes que se apagam, a colecionar a vida que circula por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me encontro pelas esquinas. Perco-me nesta música surda, no caos ordenado, nas cartas marcadas. Mas deixa a música tocar, tomar conta do mundo. Uma hora o caos acaba e a alma dança sem rótulos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Essa chuva que cultiva o que não tenho, deixa o sorriso suspenso e a lágrima escondida. Ainda assim, eu deixo a tristeza pra mais tarde, para o nunca - ou mesmo ao travesseiro. Construo o que não tenho; o amanhã é logo hoje, não é?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Deixa a música acabar, deixa a vida ir se levando, mesmo com pés trôpegos, mesmo que apertada, mesmo que... Deixa a vida ser mais leve, mais vida e acaso. Saiba que há momentos claros,&amp;nbsp; mesmo em dias mornos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-1979272187642817640?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/1979272187642817640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=1979272187642817640&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/1979272187642817640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/1979272187642817640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/06/cancao-para-dias-mornos.html' title='Canção para dias mornos'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8047183498912950363</id><published>2010-06-08T10:09:00.000-03:00</published><updated>2010-06-08T10:09:49.842-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicados'/><title type='text'>Moças Diferentes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem me acompanha por aqui sabe que há quase um ano, comecei, junto com duas amigas, com o Projeto &lt;i&gt;Essa moça tá diferente!&lt;/i&gt; que nada mais é do que um blog para publicação dos nossos textos e discussão de diversos temas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo que o site começou a dar certo e o número de visitas aumentou consideravelmente, a empresa que cuidava do nosso servidor parou de oferecer o serviço e o &lt;i&gt;Essa moça&lt;/i&gt; foi retirado do ar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decidimos voltar, agora com atualizações diárias: textos, comentários, músicas, literatura. Espero sua visita lá no &lt;b style="color: red;"&gt;&lt;a href="http://mocasdiferentes.wordpress.com/"&gt;Moças Diferentes&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;O Ana Flávia Alberton continuará aqui e será atualizado também com mais frequência, então, não me abandone por aqui também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;=)&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8047183498912950363?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8047183498912950363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8047183498912950363&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8047183498912950363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8047183498912950363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/06/mocas-diferentes.html' title='Moças Diferentes'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-6103747326242697670</id><published>2010-05-20T17:40:00.000-03:00</published><updated>2010-05-20T17:40:01.405-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Sístoles e diástoles</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Definitivamente não gosto de orelhas de livro e sinopses de filmes. Uma história precisa ser descoberta aos poucos, em cada construção de cena, em cada frase lapidada. As orelhas de livro são divididas em dois grupos: as que expõem por esconder demais e as&amp;nbsp; que&amp;nbsp; tiram a graça de qualquer leitura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ignore os resumos por gostar de histórias por inteiro, de vidas inteiras procurando as perguntas certas, evitando as respostas prontas. Gosto do caminho que se faz com o passo, gosto de conclusões próprias, mesmo que tardias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro é uma vida - e vidas incríveis perdem a graça quando resumidas. A leveza cotidiana não cabe na sinopse. O olhar distraído pela arquitetura da velha cidade, o sorriso bobo da criança que percebe o cão, não cabem nas poucas linhas de qualquer orelha de uma intensa vida.Talvez por isso, tenha tantos problemas com resumos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me peça para contar-lhe a história de um filme. Eu lhe direi das cores, dos sorrisos, de qualquer leveza, porque são nos detalhes que se entende um discurso e entender, meu deus, são tantas verdades...No máximo, eu lhe direi sobre tantas coisas, mas não serei clara, tampouco objetiva. Eu ignoro as sinopses, prefiro descobrir a vida ao acompanhar as minhas sístoles e diástoles.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-6103747326242697670?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/6103747326242697670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=6103747326242697670&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/6103747326242697670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/6103747326242697670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/05/sistoles-e-diastoles.html' title='Sístoles e diástoles'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-5380042661304069509</id><published>2010-05-07T18:46:00.001-03:00</published><updated>2010-05-07T18:48:45.485-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Conversa banal (Ou talvez o mundo ainda tenha solução)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A malemolência do carioca se mistura com um jeito de falar já intimidando, ele gesticula demais. O carioca dá bronca pra desabafar, independente se o outro está, ao menos, errado. Porém, aprendi uma coisa: o supermercado é reduto de pessoas educadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não significa que o atendente vai responder ao bom dia -&amp;nbsp; ou ao menos sorrir. Os cariocas não vão retirar seus carrinhos do meio dos corredores ou pedirão licença.&amp;nbsp; Ainda assim, seja na fila do caixa, da padaria ou açougue, terá sempre uma velhinha simpática, com seus óculos grandes escorregando pelo nariz. Terá sempre uma velhinha com seu carrinho de feira, de rodinhas velhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela irá contar da vida, reclamar baixinho, sorrir distraída, enquanto pede o queijo com menos sal. Ela vai lembrar que a vida é difícil, mas doce&amp;nbsp; -e que se a vista embaça, é só fazer o croché com linha grossa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje conversei com uma senhorinha de seus lá 70 anos. Ela me contou da reportagem triste que leu sobre irmãs gêmeas que nasceram cegas e mudas. Contou-me que já não consegue mais&amp;nbsp; se distrair com o artesanato e que já está na fila esperando operação de catarata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Hoje eu conversei com uma senhora que tinha olhos firmes e mãos trêmulas. Contou-me de tudo o que é triste e belo. Contou-me sobre tantas outras coisas, sobre tantos mistérios que só a velhice permite as respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da fila, após pegar 150 gramas de azeitonas verdes sem caroço, me sorriu, agradeceu pela conversa e seguiu seu destino, a passos curtos. Mal sabe ela que foi a sua calma que salvou&amp;nbsp; meu dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-5380042661304069509?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/5380042661304069509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=5380042661304069509&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/5380042661304069509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/5380042661304069509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/05/conversa-banal-ou-talvez-o-mundo-ainda.html' title='Conversa banal (Ou talvez o mundo ainda tenha solução)'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-1164715051876936612</id><published>2010-04-09T15:35:00.001-03:00</published><updated>2010-04-09T15:37:21.226-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>Da eternidade do efêmero</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quisera congelar aquele momento. Talvez emoldurá-lo, mas não para contar vantagem e sim para poder admirá-lo, todos os dias, sem folhear a memória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo porque a memória é falha e sempre reconta a história de uma forma diferente. Emoldurá-lo para que talvez se lembre, para sempre, de cada sensação, de cada pensamento que entrava em choque, perdido em dúvidas e ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo porque dentro de um instante há milhares de instantes que percorrem e perguntam onde encontrar o momento certo, preso a tantos presentes distintos e amenos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera guardar aquele e todos os fatos existentes em tempos paralelos num tempo absoluto. Mas o destino, brincalhão, preferiu oferecer momentos contínuos de felicidade, evitando prender o olhar a um momento: Ofereceu-lhe a eternidade de tudo o que é efêmero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí em diante, a vida pôde ser um filme sem cortes, de sorrisos largos, de dias bons, mesmo em momentos ruins. Daí em diante, se pôde entender que não é preciso emoldurar a alegria, basta simplesmente estendê-la a mão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-1164715051876936612?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/1164715051876936612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=1164715051876936612&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/1164715051876936612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/1164715051876936612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/04/da-eternidade-do-efemero.html' title='Da eternidade do efêmero'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-5084231450167002899</id><published>2010-04-02T20:30:00.001-03:00</published><updated>2010-04-02T21:57:58.329-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Fasten seat belt while seated – Use seat cushion for flotation</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há como pensar em um aeroporto. A confusão de vozes no alto-falante ocupa a paz existente para qualquer pensamento, não há espaço para algo que vague solto. O barulho inibe&amp;nbsp; aquela sensação de que a gente pensa sem pensar, sem saber os motivos e muitas verdades. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Parece haver espaço&amp;nbsp; apenas para a dor de cabeça, enquanto nomes e voos são anunciados 30 vezes como "última chamada". A cada 40 segundos, uma mensagem nova, um boa noite novo e vozes que se alternam e se perdem com a graça de quem não teve treinamento para falar em um rádio ou microfone. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Atenção clientes do voo 3520, devido ao reposicionamento da aeronave, o embarque imediato deve ser realizado pelo portão C, localizado no piso inferior deste aeroporto. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Só sei que em um tempo de 20 minutos (das duas horas de espera no aeroporto de Brasília), anunciaram um tal de sr. Macário nove vezes para o&lt;i&gt; voo 3520, com destino a Salvador, Aracaju e conexões, embarque pelo portão C, de casa. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Além disso, é importante lembrar que, não importa o destino, se você está em um aeroporto, sempre será solicitado o documento de identificação e o cartão de embarque, tudo, claro, segundo determinação da ANAC, desde o dia 1º de março de 2010. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tive a impressão de que, a qualquer momento, uma voz nem tão aveludada assim, anunciaria no alto-falante: Chamada final. Piso inferior. &lt;i&gt;Por favor, senhor Macário, mesmo que eu o chame mais dez ou quinze vezes, esta é a ultima chamada. Por favor, me atenda, venha ao portão, o piso é o inferior... Por favor, senhor Macário, vamos lá, é só descer as escadas localizadas no centro do primeiro piso.&lt;/i&gt; E a&amp;nbsp; voz já sem veludo algum continuaria insistindo eternamente até que o Sr. Macário resolvesse cooperar e descer as escadas para procurar o número ou letra indicado como portão de embarque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Entre vozes alternadas no alto-falante, crianças que correm, senhores engravatados e turistas sem pressa, me perco com tantos destinos que não me pertencem. Porém, eu sei que, ainda assim, &lt;i&gt;terão prioridade &lt;/i&gt;em cada um desses embarques&lt;i&gt; mulheres acompanhadas de crianças de colo, idosos, clientes cartão fidelidade azul, pessoas que necessitem de ajuda especial&lt;/i&gt; e, claro, o sr. Macário que atrasou o 3520, porque tomava um café.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-5084231450167002899?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/5084231450167002899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=5084231450167002899&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/5084231450167002899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/5084231450167002899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/04/fasten-seat-belt-while-seated-use-seat.html' title='Fasten seat belt while seated – Use seat cushion for flotation'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8748503337760802093</id><published>2010-03-27T23:32:00.000-03:00</published><updated>2010-03-27T23:32:51.643-03:00</updated><title type='text'>Dos amores que não vivi</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dos amores que não vivi, guardo as lembranças boas. Guardo o trevo de quatro folhas, guardo cartas, poemas e bilhetes sem nome. Eu guardo a escolha que fiz - ou que a vida já me deu pronta.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Eu reconto os dias pelo amores vividos e marco a respiração por aqueles que não tiveram (ou não me deram) a escolha do apaixonar. Sim, porque se apaixonar é uma escolha diária, minimalista e necessária. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Eu me apaixonei pelos amores que não vivi. Cada qual por seu motivo e mistério. Acabo por me perguntar onde estaria se o amor fosse outro, se eu tivesse me apaixonado pelos números, não pelas letras, se eu preferisse os louros, se eu não gostasse tanto dessa coisa de viver em paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, eu não deixei de me apaixonar para não perder a calmaria. Eu não me apaixonei porque não pude, porque as chaves já estavam com outro, porque as letras já me consumiam, porque não havia mais espaço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, sobrou a brecha dos amores que não vivi, sobrou a lembrança boa - e tola de quem fui. Sobrou vocês, eu, todos os números. Sobrou todas as faltas para que outras presenças fossem necessárias, marcantes e eternas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Sobrou todo resquício, verso, papelzinho perdido na bolsa. Sobrou cada sorriso e lágrima dos amores que não vivi. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8748503337760802093?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8748503337760802093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8748503337760802093&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8748503337760802093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8748503337760802093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/03/dos-amores-que-nao-vivi.html' title='Dos amores que não vivi'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-704824962423484001</id><published>2010-02-25T17:25:00.000-03:00</published><updated>2010-02-25T17:25:25.427-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicados'/><title type='text'>Recesso 2 - A missão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez, o&amp;nbsp;"Ana&amp;nbsp;Flávia&amp;nbsp;Alberton"&amp;nbsp;entrará em recesso. Amanhã começo mais um mês carioca e, por isso, devo ficar afastada de todas as ferramentas virtuais. Talvez neste meio tempo, poste algo, mas a rotina só será retomada ao final de março.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Rio de Janeiro é sempre sinômino de alta produção, voltarei com novidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abraços aos passam sempre&amp;nbsp;por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-704824962423484001?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/704824962423484001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=704824962423484001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/704824962423484001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/704824962423484001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/02/recesso-2-missao.html' title='Recesso 2 - A missão'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-1133586190151905335</id><published>2010-02-18T23:02:00.000-02:00</published><updated>2010-02-18T23:02:32.432-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartas para mais tarde'/><title type='text'>Por cartas e cartões postais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei qual foi a última vez em&amp;nbsp;que uma carta me chegou pelo correio. Apenas os bancos, o serviço de telefonia e o setor de marketing de diversas empresas me enviam correspondências – mas não dizem sequer um “oi” sincero, trazem apenas valores cifrados e datas a respeitar. Quando muito, um “oi” impresso, seguido de meu nome completo (quanta informalidade!) e me oferecendo uma oportunidade incrível que eu prefiro perder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, não sei mais qual foi a última vez em que um amigo me enviou uma carta. As minhas, viraram objeto de coleção, recontam a vida em linhas rasuradas. Hoje eu recebo emails. Não que eles sejam ruins, mas não carregam consigo a expectativa existente entre o envio e a chegada, entre a mão que escreve e os olhos que lêem apressados, exclamados em novidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheço pessoas que guardam postais dos lugares por onde passaram. Eu coleciono parte da minha vida em envelopes com selo, carimbo e data. Eu guardo uma nostalgia de quem viveu antes do instantâneo, de quem gosta do barulho de máquina de escrever e tinta de caneta sujando a mão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que os correios já não suprem a velocidade da chegada, nunca foram instantâneos. Ganhamos a necessidade da pressa, perdemos o charme. Hoje, as letras são corrigidas sem rasuras, corretivos, não deixam marcas, nem saudades. São automáticas, consomem, informam e morrem esquecidas, entulhadas entre spams e emails de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-1133586190151905335?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/1133586190151905335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=1133586190151905335&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/1133586190151905335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/1133586190151905335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/02/por-cartas-e-cartoes-postais.html' title='Por cartas e cartões postais'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-6903303513654800336</id><published>2010-02-11T00:03:00.000-02:00</published><updated>2010-02-11T00:03:25.404-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lugares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as letras'/><title type='text'>Esquinas da escrita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Rio de Janeiro desperta em mim a vontade compulsiva pela escrita. As referências&amp;nbsp;à alguns escritores prediletos estão espalhadas por aí. Aqui, música e literatura se misturam -&amp;nbsp;e não falo dessa coisa de novela de Manoel Carlos de andar no Leblon ou Copacabana cantando bossa em inglês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na travessa do Ouvidor, no meio do caos do centro da cidade, está a antiga sede da Academia Brasileira de Letras e todas as referências ao bruxo do Cosme Velho. No Ouvidor também repousa a imagem de Pixinguinha, imortalizado em uma estátua de bronze - e que parece ministrar o caos e a pressa de quem passa e não vê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procuro João do Rio, ou ao menos o Rio de João, nas esquinas, becos, nos velhos casarões. Procuro o Rio de João nas ruas que, de alguma forma, ainda estão lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É só no Rio que você pode cruzar com o Ferreira Gullar, cheio de sacolas e se arrepender de não ter sido inconveniente, de não ter trocado uma palavra, de sei lá, não ter oferecido ajuda com as compras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É só no Rio que você vê a Ipanema do compositor e grande escritor "Vininha" e os bares que Rubem Braga freqüentava com seus amigos raros. Aqui está a Copacabana de Braga (Ai de ti!), o amarelinho de fim de tarde na Cinelândia, a Biblioteca Nacional, o Gabinete Português de Leitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui&amp;nbsp;está o subúrbio, a ilusão e amores cantados por Chico, Melodia, Cartola e tantos outros. O Rio carrega na alma a alma de muitos que fizeram desta cidade o palco de suas histórias, deixando no ar uma mistura de realidade e ficção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui está a literatura espalhada pelos cantos, aquela que foge das livrarias e toma as ruas, povoa o ar e encanta a cada esquina do saber andar pelo o que já foi escrito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Rio, Janeiro de 2010)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-6903303513654800336?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/6903303513654800336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=6903303513654800336&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/6903303513654800336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/6903303513654800336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/02/esquinas-da-escrita.html' title='Esquinas da escrita'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-221355756382007478</id><published>2010-02-03T19:41:00.000-02:00</published><updated>2010-02-03T19:41:13.872-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>Vida: modo de fazer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu gosto da vida que dobra a esquina e&amp;nbsp;das estátuas esquecidas. Meço perdas e ganhos no tamanho de minha loucura. Tenho mente aberta e mãos lúcidas. Pouco espaço para muita alucinação. Não me digam que é hora de parar, que o tempo acabou ou que não há mais destino. Pouco importa se é mesmo para lá o caminho. Eu faço meu Norte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu vivo pra fazer meus acasos, coordenar o sorriso e a intensidade do necessário. Faço meus motivos e minhas verdades. Eu vivo pra trombar com seu futuro na minha esquina. O resto é invenção. Não há circo montado, apenas a leveza e braços abertos pra qualquer olhar atento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espalho fotografias pela casa para esquecer da solidão. Eu danço sem música, esqueço o compasso e canto fora do tom. Não me importam os motivos, nem as opiniões. Eu traço meu destino, esqueço as linhas das mãos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-221355756382007478?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/221355756382007478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=221355756382007478&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/221355756382007478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/221355756382007478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/02/vida-modo-de-fazer.html' title='Vida: modo de fazer'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8261077613153049095</id><published>2010-02-02T09:44:00.000-02:00</published><updated>2010-02-02T09:44:11.170-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lugares'/><title type='text'>Pra não me perder ao final da tarde</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha casa é o mundo: nem lá, nem cá. Um lugar suspenso, perdido e encontrado. Meu lugar é saudade - daquela cheia de motivos e nomes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu colecionava verdades em potes coloridos, hoje as cores tomam o ar e se fazem na ausência ou junção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha casa é a ponte, qualquer elo ou verdade. Não há janelas, nem portas, apenas destinos cruzados em um lugar chamado “não sei onde”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha casa é a chuva, o vento e o que vier. É a verdade, mesmo que crua ou torta. Eu costumava ter mais certezas. Hoje restaram as dúvidas e toda a pontuação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu costumava ver mais talvez em uma felicidade descabida.&amp;nbsp; Hoje, qualquer alegria me serve, qualquer tamanho de sonho bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Aprendi a viver pelos motivos mais justos ou certos. Minha casa é suspensa, minha alma canção. Se quiser companhia, me estenda o abraço, me tenha nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estiver ao meu lado, me diga a verdade, me olhe nos olhos. Eu prometo mostrar o mundo escondido em um assobio distraído de realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, então, eu contarei o nome da rua, o número suspenso da casa e terei nos dias qualquer motivo para não cultivar felicidades ao avesso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8261077613153049095?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8261077613153049095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8261077613153049095&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8261077613153049095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8261077613153049095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/02/pra-nao-me-perder-ao-final-da-tarde.html' title='Pra não me perder ao final da tarde'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-6593267896249496223</id><published>2010-01-07T10:45:00.000-02:00</published><updated>2010-01-07T10:45:01.143-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicados'/><title type='text'>Recesso</title><content type='html'>O blog ficará sem novas atualizações durante todo o mês de janeiro. Mês que vem volto com novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora deixe-me ir que o Rio de Janeiro de espera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada a todos que passam por aqui constantemente. Até a volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-6593267896249496223?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/6593267896249496223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=6593267896249496223&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/6593267896249496223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/6593267896249496223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/01/recesso.html' title='Recesso'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-2370465854925711152</id><published>2010-01-03T11:03:00.002-02:00</published><updated>2010-01-03T11:03:19.331-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>Acenando um tchau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico me perguntando por que há tanta gente infeliz neste mundo. Ser triste parece modismo, ser problemático, status. Há sempre um defeito, uma imperfeição. Há sempre uma vírgula fora do lugar, um desespero, um show montado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas exigem demais do mundo, delas mesmas, perdem a graça e o sorriso. Elas se fazem infelizes: se irritam com o trânsito, com a demora, com a espera e a saudade. Abrem mão para não sentir falta e se sentem infelizes justamente pela ausência que causaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se faz sol, está muito quente. Se chove, estraga o passeio. As pessoas querem sempre vidas nubladas. São infelizes porque confundem o intenso com o capricho. São infelizes porque escolheram viver assim: na correria, na falta de olhar, no imediato. Gostariam que o mundo funcionasse por meio de lâmpadas mágicas: todo desejo atendido a um estalar de dedos. Gostariam de ser mais magras, altas, ricas ou com o nariz arrebitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, a vida não se realiza com desejos atendidos de imediato e, por isso, as pessoas se ocupam cultivando a infelicidade e não percebem a alegria, na vidraça, acenando um tchau.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-2370465854925711152?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/2370465854925711152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=2370465854925711152&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/2370465854925711152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/2370465854925711152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2010/01/acenando-um-tchau.html' title='Acenando um tchau'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-6943518611438328194</id><published>2009-12-22T14:07:00.000-02:00</published><updated>2009-12-22T14:07:54.158-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>Sobre listas de ano novo (ou A felicidade não precisa de burocracia)</title><content type='html'>Abandonei as resoluções de 'ano seguinte' há tempos. Deixei de lado os planos que não vou cumprir. Cansei de me prometer academia, menos chocolate e diminuir a compulsão por comprar mais livros do que eu consigo ler. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi ser feliz de forma simples, sem ter itens para checar ou caminhos obrigatórios. Não faço listas para não me reduzir e para não ter a quem (ou a o quê) culpar quando as coisas derem errado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho metas e estratégias, mas não listas. Prefiro não contar até dez. Enumerar resoluções é começar um regime toda segunda-feira para abandoná-lo vinte e quatro horas depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meus dias, consertei o que deu errado no momento da perda. Fazer listas é adiar as respostas, é jogar pra frente o que temos medo de resolver - e pelo medo, esquecemos as listas no fundo das gavetas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero adiar nada, não preciso de planos pra mais tarde. Os meus pés ditam o limite dos passos. A felicidade não precisa de burocracia. O caminho não precisa de listas quando o caminhar é prioridade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-6943518611438328194?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/6943518611438328194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=6943518611438328194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/6943518611438328194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/6943518611438328194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/12/sobre-listas-de-ano-novo-ou-felicidade.html' title='Sobre listas de ano novo (ou A felicidade não precisa de burocracia)'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8791190032333339299</id><published>2009-12-21T16:23:00.000-02:00</published><updated>2009-12-21T16:23:04.038-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>Samba esquecido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é mesmo que a canção aquela dizia? Perdi as palavras exatas, porém tenho ainda os pés meio tontos, o coração trôpego, um frio entre os dedos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu com os dias? Sobrou o olhar carregado, o castanho nublado, o soluço nas mãos. Sobrou um resto de cor, um resto de tudo, um pedaço de mim. Sobrou um retalho, um retrato, seu rosto enquadrado, as migalhas dos dois. Sobrou um livro emprestado, uma canção esquecida e algumas juras já gastas. Ficou o que eu me esqueci de dizer e o que ninguém perguntou: Aquilo que a gente não quis ou deixou pra depois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é mesmo aquela alegria triste, aquele samba arrastado? Como é mesmo que você me dizia pra não me importar com a multidão? Procuro agora um caminho, um rumo ou estrada. Não espero nada, além da chuva ou da paz de se esquecer certas canções.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8791190032333339299?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8791190032333339299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8791190032333339299&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8791190032333339299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8791190032333339299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/12/samba-esquecido.html' title='Samba esquecido'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-4572910731749959811</id><published>2009-12-09T10:26:00.000-02:00</published><updated>2009-12-09T10:26:00.498-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperas'/><title type='text'>A espera sobre a mesa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as noites, eu coloco um prato a mais na mesa pra me convencer de que você vem pro jantar. A que horas você chega? Será que o telefone toca? Olho, assim, de canto de olho, de mãos dadas a qualquer esperança e ele continua lá: mudo e inerte. Quando toca, não me traz notícias boas, apenas um telemarketing insistente e uma chateação enorme.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Eu te espero, a comida esfria. A fome vai embora e o prato sobre a mesa. Você nunca mais apareceu, nunca se explicou. Na calada da noite, juntou seus braços e partiu, assim, pé ante pé, deixando as fotos velhas para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você vem pro jantar? Eu preparei seu prato preferido e guardei todas as facas, não haverá guerra, não haverá cortes mais profundos que os já feitos. Haverá apenas a nostalgia ao vê-lo sentado, assim, sem me encarar, nem reconhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda espero, eu ainda ponho o prato sobre a mesa. Quem sabe você não se cansa e volta. A porta fica destrancada, não precisa bater, apenas volte. E quando voltar, faça a última refeição e vá embora, sem alarde, sem perdas ou pés de lã. Saia pela porta da frente, com os bolsos vazios. Deixe os motivos sobre a mesa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-4572910731749959811?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/4572910731749959811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=4572910731749959811&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/4572910731749959811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/4572910731749959811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/12/espera-sobre-mesa.html' title='A espera sobre a mesa'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8052899900804745356</id><published>2009-10-19T10:08:00.000-02:00</published><updated>2009-10-19T10:08:42.035-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>À um velho amigo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ei, você que eu não vejo há tempos, me envie uma carta, um sinal de fumaça. Moro ainda no mesmo lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje achei uma foto antiga, desbotada e com cinco quilos a menos. Você sorria largo, eu olhava distraída. Os dias eram de paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você falava que eu deveria mostrar as coisas que escrevia, eu achava bobagem. Hoje eu escrevo e você não lê.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente põe a culpa na falta de tempo, na cidade grande, no que não se pode explicar, no quão diferentes nos tornamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho a fotografia: deixamos tudo para depois e agora nos sobra o que já foi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu peço: escreva-me uma carta, um bilhete, diga se você também sente falta. Os dias, cada vez mais longos, escondem o caos em sorrisos cordiais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8052899900804745356?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8052899900804745356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8052899900804745356&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8052899900804745356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8052899900804745356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/10/um-velho-amigo.html' title='À um velho amigo'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-4283561698833808023</id><published>2009-10-18T23:48:00.000-02:00</published><updated>2009-10-18T23:48:04.525-02:00</updated><title type='text'>"O pássaro é livre na prisão do ar"</title><content type='html'>Eu o vi ali, parado. Ele tentava evitar a aproximação dos inimigos e acabou por sufocar cada um daqueles que o amava. Ele olhava o chão e sorria mudo, seco, fingindo não perceber que seu destino escapulira e que já não poderia fazer o tempo caminhar para trás.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Eu o vi queimando todas as certezas e cometendo o erro de refazer as mesmas escolhas ao flertar com o eco de desejos terceirizados. Eu juro que o vi desfazendo os nós, dissolvendo as amarras, mas sem vontade de voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele queria ler a sorte em uma xícara de café. Ele queria dizer que sente muito, mas na verdade não sente. Ele construíra as trincheiras. Ele asfixiou cada suspiro de futuro. Foi ele quem bateu a porta e deixou a alma tomando chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, foi ele quem me deu essa raiva que não existe e esta vontade de fazê-lo reagir sem gritos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Ana Flávia Alberton, com a velha mania de desenterrar textos de seu blog antigo).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-4283561698833808023?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/4283561698833808023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=4283561698833808023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/4283561698833808023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/4283561698833808023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/10/o-passaro-e-livre-na-prisao-do-ar.html' title='&quot;O pássaro é livre na prisão do ar&quot;'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-6003643511572180764</id><published>2009-10-05T15:58:00.000-03:00</published><updated>2009-10-05T15:58:43.720-03:00</updated><title type='text'>Perfumes e espinhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como novidade, eu trouxe uma roseira. Talhei em madeira as verdades que não dá pra ouvir, retirei as cercas elétricas e abri as janelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do passado, eu trouxe pés leves, propícios ao vôo, propícios a qualquer alegria momentânea, a qualquer loucura não pensada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o futuro, uma caixa de sorrisos, um dia no inferno pra sobrevida em paraíso constante do saber viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu trouxe uma roseira. Pra saber dos espinhos, pra saber dos amores, pra saber da delicadeza. Eu trouxe uma roseira pra saber o luar, o lugar, o alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois deveria saber que o saber vai além do cheiro das páginas de um livro velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para você, eu trouxe um caderno em branco. Nem linhas há. O destino precisa seguir seu próprio punho, o entortar das letras, precisa da sua decisão para fazer um caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você ainda carrega no bolso aqueles bilhetes que já não recorda o remetente? Eles se transformaram em recados seus para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu juro que há algo pra se entender e uma porção de coisas para ignorar. Porém, as lembranças devem ser mantidas. Por isso a roseira, o perfume e os espinhos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Texto publicado no &lt;a href="http://essamocatadiferente.com/"&gt;Essa Moça Tá Diferente!&lt;/a&gt; no dia 25 de setembro de 2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-6003643511572180764?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/6003643511572180764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=6003643511572180764&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/6003643511572180764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/6003643511572180764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/10/perfumes-e-espinhos.html' title='Perfumes e espinhos'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8044598986493822621</id><published>2009-09-30T22:04:00.001-03:00</published><updated>2009-09-30T22:07:20.358-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Do amor despercebido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela é apaixonada. Não sabe fazer nada se não por amor. Não sabe fingir ser o que não é; não sabe fazer de conta que tudo é normal, normal. As coisas são e pronto. Ou pelo menos é assim que deveria ser. É apaixonada pela forma contrária das coisas ou pelo menos da visão contrária dos pontos de vista da maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costuma ver mais poesia em um pássaro sozinho do que em algumas obras expostas em museus. Não é que não saiba valorizar a arte, mas não acredita que ela esteja em tudo o que rotulam por aí de genial. A genialidade, muitas vezes, está na rua. No som barulhento da orquestra de metrópole, com todos seus ônibus e conversas alheias, misturadas, com seus artistas que encantam as calçadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ela é apaixonada. Milhões de livros, prosa e poesia. Mas não costuma acreditar muito em &lt;i&gt;best seller&lt;/i&gt;. seriam todos eles, tão bons assim? Gosta da falta de pontuação proposital de Saramago, porque sempre se depara com a falta de algumas vírgulas pela vida que acabam por dar mais sentido às dores e sorrisos largos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apaixonada: Pela música. Talvez por isso, tenha forte resistência a escutar a programação do rádio. Nem todo barulho é música e nem toda voz afinada merece ser ouvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê a vida feito um samba, com aquela alegria-triste e aquela tristeza-esperançosa. Ela é apaixonada por todas as nuances, pelos olhares, pela cor dos dias. Ela é apaixonada por tudo que tenha opinião, mesmo que esta opinião seja o contrário de tudo o que já pôde acreditar na vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8044598986493822621?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8044598986493822621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8044598986493822621&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8044598986493822621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8044598986493822621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/09/do-amor-despercebido.html' title='Do amor despercebido'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-6970502815803520316</id><published>2009-09-29T21:54:00.001-03:00</published><updated>2009-09-29T22:00:02.731-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>Do que pode ser nítido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho mãos atadas e uma confusão de palavras. Tenho o que eu não sei dizer e incomoda e traz calafrios. Tenho um coração prestes a pular e uma vontade imensa de voar por esse céu hoje tão sem estrelas, vagar por essa vida iluminada pela luz artificial de qualquer cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes as lágrimas insistem em pular sem acenar histórias, sem nostalgia ou perda. Tenho o incômodo das manhãs de sol, dos dias quentes, secos e duros. Eu tenho uma pilha de livros, uma porção de teorias e uma vida esperando lá fora, longe e tão perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho tudo o que não sei dizer, de uma falta que eu não sei explicar, de uma vontade que é melhor nem saber. Sim, eu tenho um futuro e um jogo do contente. Eu tenho você assim: no que eu não vejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me tenho no palpável - o resto é história, negativo exposto à luz. Eu tenho uns discos velhos, canções repetidas para dores diferentes. Não gosto da vida contada em letreiro de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;néon&lt;/span&gt;. Tenho tudo o que é translúcido e vivo buscando a nitidez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-6970502815803520316?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/6970502815803520316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=6970502815803520316&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/6970502815803520316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/6970502815803520316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/09/do-que-pode-ser-nitido.html' title='Do que pode ser nítido'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-4473162987001477726</id><published>2009-09-23T22:34:00.000-03:00</published><updated>2009-09-23T22:35:37.457-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>Conversas com espelhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É, pois é... Quais eram os planos? Aliás, havia algum a se cumprir? Dou dois passos rumo ao horizonte, a queda pode ser grande, a loucura pode ser asco, mas é necessário tentar. Se a gravidade puxar, se eu não for mais leve que o ar, me desculpe, mas eu vou cair. E será um precipício a minha própria verdade e será um adeus o meu amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me esqueci, eu juro que me esqueci se coloco as mãos nos bolsos, se assovio, olho de lado ou danço. Os meus olhos andam cansados, o meu corpo me consome e se enrosca e se perde em lençóis. O que eu vejo daqui? Prédios e deslumbres. Vejo gente sendo o que não é, trocando as noites, trocando as pernas, os amores, trocando o que não dá pra trocar pra lá na frente se arrepender e pedir um perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, virando a esquina, alguém perdoe as  suas falhas, mas o mundo costuma ser cruel, meu caro. É, quando a gente só vê o novo, às vezes tropeça no próprio deslumbramento. Eu sei que há a mania de fazer roteiros pelo prazer de mudar o itinerário no meio do caminho. Mudança nunca foi condenação. O que se condena é a mentira em sorriso claro, mas nunca limpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos, você ainda não me respondeu: quais eram os planos? Acho que a corda bamba não estava no roteiro original. Essa coisa de não saber pra quem sorrir é desgastante, menos, porém, do que mostrar os dentes a qualquer um. Estou esperando a resposta, a fila à minha espera, já dobra o jardim.  Talvez você me encontre por lá, talvez além mar, além de qualquer expectativa sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez você não me veja nunca mais ou eu me transforme em um sonho que nunca existiu. A gente é um pouco daquilo de quem está por perto, de quem a gente escolhe. É preciso lembrar que o sol cega, depois queima. Por isso, eu prefiro cultivar caminhos e veias sob a minha pele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-4473162987001477726?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/4473162987001477726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=4473162987001477726&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/4473162987001477726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/4473162987001477726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/09/conversas-com-espelhos.html' title='Conversas com espelhos'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-4951543022746345520</id><published>2009-09-16T17:30:00.002-03:00</published><updated>2009-09-16T20:27:08.985-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meme'/><title type='text'>Um mundo pra mais tarde</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você quase nunca diz nada. Apenas me olha com um sorriso bobo e pede pra deixar o mundo pra mais tarde. Mais quantos verões jogados ao lixo? Quanto tempo você precisa pra me dizer que não me ama mais? Uma semana, uma hora, a vida inteira? São coisas que não podem ser adiadas, deixadas de lado como esperança pra mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é urgente. A loucura é urgente. Urgente são todos os meus passos, mesmo que em círculos, mesmo que desencontrados. As coisas acabam por sair do eixo quando não somos o eixo das próprias escolhas. Quanto tempo mais você precisa pra dizer que me ama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As janelas estão abertas, meu bem. É um vento frio que vem no meio da noite e me tira do chão, é o que eu não explico, é o que eu não sei e não previ, mesmo sendo previsível todo final  ou começo. Quanto tempo você precisa pra dizer que.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca tive a vida inteira. Eu nunca tive sequer o amanhã. A vida é agora, o sol me chama, é preciso voar, eu preciso de.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus, até quem sabe daqui a meia hora, ou, sabe-se lá, até o nunca mais. Até o tempo das escolhas acertadas, dos relógios desnecessários, das decepções enterradas e dos arranjos de flores. Até o tempo em que as nossas horas se encontrem ou se percam de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto faz parte de um meme proposto pelo meu grande amigo Renatim &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pirei&lt;/span&gt; que escreve sempre com tanta sensibilidade no &lt;a href="http://revestres.blogspot.com/"&gt;Depois eu penso&lt;/a&gt;. A proposta é que os indicados façam um texto como se rompesse com alguém. A ideia foi inspirada na exposição Cuide de Você, da francesa Sophie Calle, que convidou 104 mulheres para interpretarem um email de seu ex-namorado que gostaria de romper o relacionamento de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;As regras do meme:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;1 – Escrever uma carta como se você estivesse rompendo com seu (sua) namorado (a);&lt;/span&gt;&lt;p style="color: rgb(102, 102, 102);" align="justify"&gt;2 – Escrever estas regras e uma breve explicação do que é o meme (como essa aí de cima);&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(102, 102, 102);" align="justify"&gt;3 – Indicar cinco pessoas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Repasso a brincadeira e o exercício textual para as minhas companheiras de &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://essamocatadiferente.com"&gt;Essa moça tá diferente&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://anapaulavieira-ensaio.blogspot.com/"&gt;Ana Paula&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://mariadeverdade.wordpress.com"&gt;Marília Almeida&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, para &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://franrodrigues.blogspot.com"&gt;Fran Rodrigues&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e suas lentes de Contato, para os meninos do &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://copacubana.blogspot.com"&gt;Copacubana&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e para a rainha da faxina interna, &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://faxinaivos.blogspot.com"&gt;Isaura Carrijo&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-4951543022746345520?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/4951543022746345520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=4951543022746345520&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/4951543022746345520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/4951543022746345520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/09/um-mundo-pra-mais-tarde.html' title='Um mundo pra mais tarde'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-7719744213325602035</id><published>2009-08-07T08:26:00.002-03:00</published><updated>2009-08-07T14:34:29.779-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='todas as letras'/><title type='text'>Necessidade de escrita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é dito, quase sempre é meio tom, meio de lado, meio perdido, meio sem rumo, mais atropelo que canção. As palavras digitadas ou escritas a próprio punho saltitam, ocupam espaço antes mesmo de eu prever.  Talvez por isso me achem séria demais, com pose demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo o necessário, sorrio um bocado. Gosto de me perder em horizontes, em canais que não sei onde vão dar. Eu gosto de olhos, janelas. Eu vejo poesia nas esquinas. No menino de rua, vejo mais o menino que a rua. E fico triste, triste pelos olhares desviados, pelo medo que a gente sente sem querer. No desprezo que deve bater quando alguém levanta o vidro do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei viver sem me colocar no lugar do outro, eu não vejo um mundo com olhos de espectador, com olhos de passagem. A paisagem faz parte de mim. O mundo não começa ou acaba no meu umbigo, o mundo é largo demais para os meus braços. E eu não sinto falta do pó nas retinas, do apagar as luzes para dormir em paz. Eu deixo a varanda acesa para lembrar que o mundo vai além de qualquer capricho meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre tive pés no chão, mas nunca deixei que o cimentassem meus sonhos. O maior deles vem atrelado a um cheiro de livro novo, com meu nome estampado na capa. Porque eu preciso me mostrar, expor o mundo das minhas retinas, eu preciso mostrar que tudo está tão além e que há tanta poesia, meu deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia escondida nas esquinas, sentada no ponto de ônibus, no balão da menina no parque, nesse céu tão azul que eu tenho certeza que muita gente não reparou. A minha escrita é meu grito. Há um mundo lá fora e você não viu nada além de prédios, barulho, automóveis e mendigos. Há gente nos prédios, no barulho, nos automóveis, é gente, o morador de rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um tem uma história, tem um grito entalado, uma voz meio rouca, algo que o faz bambear. O faxineiro, o homem de terno, a menina de sardas, todos tem algo a dizer, seja sussurrado ou aos berros. O que falta neste mundo, é gente disposta o ouvir.  É por isso que minhas palavras gritam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ah, hoje é dia de post meu no &lt;a href="http://essamocatadiferente.com/"&gt;Essa moça tá diferente&lt;/a&gt;, não deixe de nos visitar!)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-7719744213325602035?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/7719744213325602035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=7719744213325602035&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/7719744213325602035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/7719744213325602035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/08/necessidade-de-escrita.html' title='Necessidade de escrita'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-7668145887403065215</id><published>2009-07-29T11:12:00.002-03:00</published><updated>2009-07-29T11:13:31.431-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lugares'/><title type='text'>Sobre crianças, aeroportos e esperas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os aeroportos são lugares cheios de histórias, talvez pelo tempo de espera, pela permanência forçada. Há rostos cansados, mãos pesadas e pés apressados. Porém, há um ar de esperança, de chegadas e partidas necessárias, inevitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas na porta de saída do desembarque não tiram os olhos do horário/situação dos vôos e se aglomeram na faixa de contenção. Alguns disfarçam a ansiedade, compram jornais e folheiam revistas - como se fizessem leitura dinâmica. Um olho nas letras, outro na porta que, quando se abre, cria uma expectativa imensa. As crianças brincam de passar por debaixo das faixas de contenção enquanto os adultos resmungam e esperam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da última vez que estive no aeroporto de Goiânia, no meio de toda a tensão da espera, saiu do portão de desembarque uma moça da limpeza, com uma vassoura e panos de chão. A decepção nos olhos de alguns era visível, quase pude ouvir ao fundo um ‘ahhh’ em coro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu era apenas mais uma dentre tantas pessoas que se aglomeravam à espera de um desembarque. Com a chegada de um vôo vindo de Congonhas, uma mulher com três malas empilhadas em um carrinho de bagagem cruzou o portão. Uma outra senhora abraçou uma menininha de uns 4 ou 5 anos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, é a mamãe!... Disse apontando a moça quase escondida atrás das malas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança correu ao encontro da mãe, que, por sua vez, se abaixou e abriu os braços. Porém, a menina abraçou a mala e disse em alto e bom tom:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mamãe, a barbie está aqui dentro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe sorriu desconcertada e, puxando a filha pelo bracinho, abraçou a criança. Definitivamente, as crianças têm um jeito particular de encarar as chegadas e partidas. Quisera os adultos encarar tudo isso com tanta naturalidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-7668145887403065215?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/7668145887403065215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=7668145887403065215&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/7668145887403065215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/7668145887403065215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/07/sobre-criancas-aeroportos-e-esperas.html' title='Sobre crianças, aeroportos e esperas'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-2514162135001322023</id><published>2009-07-21T13:53:00.003-03:00</published><updated>2009-07-21T13:57:03.093-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Desconhecidos familiares</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caminho para o trabalho é feito no meu carro. Tenho um remoto controle do que vejo enquadrado pelas minhas janelas. Entre outdoors descascados e placas de sinalização, encontro os mesmos rostos desconhecidos, porém familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certa freqüência, encontro, na esquina de minha casa, um senhor de cabeça branca e mãos enrugadas, porém firmes. Ele segue seu caminho em uma mobilete barulhenta. Não sei qual é o destino do motociclista, mas gosto da vida que salta de seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros personagens encontro no vermelho dos sinaleiros: o casal que vende mel, com tiras imensas da mercadoria nos ombros, sempre simpáticos, sempre sorrindo. Há também o bêbado que pede dinheiro para voltar para casa. Todos os dias ele é assaltado nas proximidades de um hipermercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na avenida Independência está o senhor que ganha um trocado como estátua viva. Ele reveza: há dias em que é de bronze, noutros prata, em alguns de barro e nos últimos dias: Michael Jackson. A maquiagem branca, a luva e os óculos espelhados fazem do rei do pop o seu sustento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo cedo, cruzo com Joões, Raimundos, Josés e Pedros: catadores de papel que se reúnem atrás de um centro de moda atacadista da cidade. Alguns levam a família em seus carrinhos, filhos empoleirados em castelos de papelão e sucata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São esses personagens que me acordam, é para eles o meu “bom dia” e “boa tarde”. É para eles o meu primeiro sorriso, mesmo nos dias em que os dias não amanhecem bem. São eles que me chacoalham e tiram a poeira das retinas, são esses rostos desconhecidos, assim tão familiares, que me mostram que a vida, lá fora, continua, mesmo quando a gente decide reclamar com a boca cheia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-2514162135001322023?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/2514162135001322023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=2514162135001322023&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/2514162135001322023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/2514162135001322023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/07/desconhecidos-familiares.html' title='Desconhecidos familiares'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-5212930620615636570</id><published>2009-07-14T09:50:00.004-03:00</published><updated>2009-07-14T13:33:42.602-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cartas para mais tarde'/><title type='text'>Madrugadas, chás e confissões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As janelas se apagam lá fora. O chá esfriando na caneca me traz as noites frias passadas a dois, junto a um filme repetido na televisão. São pequenas coisas que não foram embora, são pedaços de uma história ainda viva, construída pouco a pouco e que agora flerta com uma saudade dolorida. Há fotos sorridentes pelo quarto, perfume nos travesseiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há você em toda a parte, na rua, nos meus discos, letras e cafés. Gosto da maneira como pede um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;espresso&lt;/span&gt; simples, ou até mesmo um duplo, com cara de quem vai ganhar o mundo. E eu, aqui, tomo o meu chá, calada, e peço todas as lembranças boas ao alcance da xícara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho vontade de ligar só para falar do filme repetido, do texto que não fiz, do acontecido na rua, pra dizer apenas oi. Rabisco um texto. Jogo fora: Deixo o destino dizer por si, sem precipitar ou julgar. Caminho devagar e as janelas se apagam lá fora. A luz do meu quarto continua acesa. O sono só vem em doses cavalares, ou nem aparece e, por isso, continuo contando as janelas, em trios, se apagarem. Fico a dizer essas coisas, assim, sem rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto saudades de você me contando os episódios da série favorita, antes mesmo de eu assistir. Agora não há ninguém que sabe a hora de tampar meus olhos para eu não ver o sangue de mentira na tv. Porque é só você que entende essas minhas loucuras e meu estômago fraco. É só você que assiste ao meu lado aos filmes que ninguém mais quer ver. É só você que compartilha os momentos, todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade da forma como você desconversa quando quer o silêncio; da forma como abraça quando precisa de atenção. Gosto de todas as novidades, da rotina sempre reconfigurada, da sua paz.  Lá fora, a madrugada já é alta, já perdi a noção do tempo e perco meus próprios pés ao procurar os seus. As luzes se apagam, mas não apagam os caminhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-5212930620615636570?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/5212930620615636570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=5212930620615636570&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/5212930620615636570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/5212930620615636570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/07/madrugadas-chas-e-confissoes.html' title='Madrugadas, chás e confissões'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-4800108748896161055</id><published>2009-07-13T11:14:00.007-03:00</published><updated>2009-07-13T11:42:53.883-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>O final de qualquer espera</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que fazer quando uma espera acaba? Seja o resultado bom ou ruim, ficamos sempre sem espaço para as mãos, uma lágrima entre o triste e o feliz, uma partida para depois que  parte agora, mas não parte nunca. O que fazer com o que se sente quando uma espera acaba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São coisas novas, passos novos, sonhos largos. São percalços, saudades, tudo misturado, condensado e explosivo. É preciso respirar fundo, gastar as pontas, construir as pontes, rasgar os medos, mantendo apenas cautela e paz de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final de qualquer espera, é preciso entender que é necessário comemorar sempre, pra viver em paz. Pra saber a hora do silêncio e do grito; a hora da lágrima, do riso e do misturado. É preciso comemorar mais, comemorar sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a espera acaba, é hora do abraço largo e deixar as horas de outras esperas  para mais tarde. É o momento para entender que o mundo vem em tempestades, mas devemos conduzi-lo em conta-gotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Leia &lt;a href="http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/05/quanto-tempo-demora-uma-espera.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; sobre o tempo de uma espera)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-4800108748896161055?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/4800108748896161055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=4800108748896161055&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/4800108748896161055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/4800108748896161055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/07/quando-espera-acaba.html' title='O final de qualquer espera'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8120904153694890344</id><published>2009-06-30T09:57:00.003-03:00</published><updated>2009-06-30T10:10:05.821-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Sobre rotinas e visões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A rotina carcomia os olhos, juntava pó em quem tinha pressa em chegar. Cansara de viver em carne-viva. Fazia da tolice uma oportunidade em existir, trazia a ausência necessária para o esquecimento. Não, não tinha sequer a falta de tempo. Estava ocupado demais para pensar em suas perdas diárias, nas dores não cultivadas, na experiência do acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agia como se soubesse quais caminhos os pés deveriam pisar, mas vivia como se não tivesse pés. Inerte, perdia as cores, o senso, a realidade. Não sabia que é preciso ironia para viver e fazer-se livre. Morava em um nada situado entre o caos e mundo. Sempre que acordava, dormia baixinho para sufocar o restante do azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não morria um pouco por dia, abrira mão, inclusive da morte, pois nela existe uma manifestação proibida para quem se criou da pedra. Não sabia que o vento entalha ou desgasta conforme a secura do olho de quem vê. Tinha posses, mas não amores. Nunca soube quantos sonhos eram necessários para flutuar, que não era preciso dentes para sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plástico. Vivia engessando sentimentos e cultivando o hiato das horas. Vivia pelos becos, sobrevivendo em cantos que ecoavam solitários em cantos quaisquer. Empoeirava-se. Por opção, perdia as transformações da vida, tornava-se amargo, sem perceber. A ele, nunca fora negada a liberdade do pássaro, mas os anos mostraram que sua demasiada euforia cortou-lhe as asas e que, por isso, já não mais voava, apenas caia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dali em diante seria preciso caminhar se quisesse um destino. Seria preciso pulsar se quisesse sentir. Porém, ele ignorava a construção de destinos e preferia continuar agindo como se soubesse o que queria, fazendo-se infeliz ao ser inerte, ficando estático na tentativa de não ter que respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8120904153694890344?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8120904153694890344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8120904153694890344&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8120904153694890344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8120904153694890344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/06/sobre-rotinas-e-visoes.html' title='Sobre rotinas e visões'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-205601734618272849</id><published>2009-06-23T09:56:00.004-03:00</published><updated>2009-06-24T00:29:49.734-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>Sobre idades e aniversários</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente fica um pouco mais velho, um pouco mais carrancudo, todas as vezes em que guardamos o riso para mais tarde. A gente fica mais velho quando pára de reparar as coisas, de se encantar com o caminhão, com o cachorro, com as cores. Tudo adquire o mesmo tom: sério e cheio de pose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos envelhece não são as primaveras ou os aniversários e sim os invernos gelados que criamos em pleno verão. A gente fica um pouco mais velho quando nós fechamos a janela do carro para o pedinte e chacoalhamos a cabeça baixa pra dizer que não temos um trocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envelhecemos quando caminhar vira apenas obrigação e não uma forma de ver o mundo, contemplar a paisagem. Envelhecemos quando, nas cidades, enxergamos apenas armações de concreto, quando não vemos o coração dos homens que levantaram os arranha-céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro pessoas que apesar do terno, que apesar do salto alto, riem, feito criança, do desenho antigo na tv. Elas não envelhecerão nunca. Assumiram suas responsabilidades, conquistaram tantas coisas, sofreram tantas outras e continuam ali: rindo em frente à tv.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo vende por aí um ar de que a responsabilidade precisa ser de um cinza duro, seco. Admiro as pessoas que vão aos parques no domingo de manhã, aos idosos que ainda se sentam nos bancos das praças ou que trabalham, porque assim, não envelhecerão nunca - porque dividir histórias é também forma de não envelhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vésperas do meu aniversário de 23 anos, sei que assumi a uma série de responsabilidades, tomei as rédeas de minha vida e, ainda assim, a criança ainda vive, canta alto e grita. Não há espaço para a tristeza permanente nas coisas da vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-205601734618272849?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/205601734618272849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=205601734618272849&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/205601734618272849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/205601734618272849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/06/sobre-idades-e-aniversarios.html' title='Sobre idades e aniversários'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-309789587000289617</id><published>2009-06-19T08:24:00.004-03:00</published><updated>2009-06-19T08:28:41.114-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Essa moça tá diferente'/><title type='text'>Essa moça tá diferente!</title><content type='html'>Hoje é sexta, dia de post meu no &lt;a href="http://essamocatadiferente.com/"&gt;Essa moça tá diferente&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero vocês por lá para um chá com torradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-309789587000289617?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/309789587000289617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=309789587000289617&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/309789587000289617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/309789587000289617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/06/essa-moca-ta-diferente.html' title='Essa moça tá diferente!'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-5957737294688772601</id><published>2009-06-17T21:34:00.003-03:00</published><updated>2009-06-17T21:44:34.428-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Essa moça tá diferente'/><title type='text'>Jornalistas-blogueiras lançam o projeto “Essa moça tá diferente” (Nós sambamos assim!)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia a gente se cansa das mesmas coisas, dos mesmos erros, caminhos e por quês. Um dia, a gente resolve mudar tudo, começar de novo. A gente fica diferente porque cresce, termina a faculdade, arruma emprego ou simplesmente muda de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três amigas, três jornalistas, três blogueiras que descobriram que a mudança é algo contínuo e, por isso, ninguém tem a noção exata de sua dimensão. Por tantas mudanças e sonhos antigos, eis que surge o projeto "&lt;a href="http://essamocatadiferente.com/"&gt;Essa moça tá diferente&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site quer discutir o dito banal, simples, dizer o que se pensa. Não há intenção de pirâmides invertidas e construção de notícias. Quer, apenas, a vida em letras, da forma que vier.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Serviço:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O quê?&lt;/span&gt;  Projeto Essa moça tá diferente&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Onde?&lt;/span&gt; &lt;a href="http://essamocatadiferente.com/"&gt;essamocatadiferente.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quando?&lt;/span&gt; Às Segundas: Ana Paula Vieira&lt;br /&gt;                 Às Quartas: Marília Almeida&lt;br /&gt;                 Às Sextas: Ana Flávia Alberton&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos, este blog não será abandonado. O Essa moça tá diferente é um projeto paralelo, em parceira com duas amigas jornalistas-blogueiras. Espero que gostem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-5957737294688772601?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/5957737294688772601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=5957737294688772601&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/5957737294688772601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/5957737294688772601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/06/jornalistas-blogueiras-lancam-o-projeto.html' title='Jornalistas-blogueiras lançam o projeto “Essa moça tá diferente” (Nós sambamos assim!)'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-102168743149198869</id><published>2009-06-16T07:32:00.003-03:00</published><updated>2009-06-17T10:41:06.344-03:00</updated><title type='text'>Debaixo das lonas azuis*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" class="tex"&gt;O dia nem amanheceu e já existe um mar azul de lonas e barracas na Praça do Trabalhador, tirando o sono da velha Maria Fumaça que tenta dormir, esquecida, ao lado da antiga estação ferroviária. É a Feira Hippie, a maior da América Latina, que se povoa de um emaranhado de gente que se esbarra entre sacolas e carrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, tudo começa muito antes. Ainda na tarde de sábado, homens de corpos suados cantam, gritam e fazem barulho enquanto montam o esqueleto de estrutura metálica das barracas. As ruas ao redor da praça ficam interditadas e o trânsito deixa a maestria de lado para cultivar o caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De hippie, a feira carrega o nome e pouco menos de uma dúzia de hippies com suas esteiras repletas de artesanato: brincos, pulseiras, cachimbos, anéis. “Moça, moça, tenho um brinco que combina com você!”, “Ei, compra um pulseira para eu inteirar um espetinho para meu filho?”, “Psiu, você, pode vir até aqui?” e assim vão fazendo suas vendas, sustentando as famílias, valorizando sua mercadoria debaixo dos olhos da Maria Fumaça que parece já não mais se importar com o excesso de barulho, talvez porque a feira esteja ali há quase 14 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste setor, quase sem representatividade por ser tão pequeno em relação ao tamanho da feira, os hippies dividem o espaço com artesãos diversos: uma senhora magra, com a pele marcada pelo sol, vende vasos de flores, enquanto outra, praticamente escondida atrás de uma pilha de mercadorias e linhas, termina uma peça em crochê. Por ali há sabonetes, cerâmicas, tapetes, quadros que parecem pintados em série e um senhor com seus enormes tachos de cobre. É uma ala pequena, sufocada por um emaranhado de barracas que comercializam roupas, sapatos, brinquedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A feira Hippie é uma cidade dentro de Goiânia e obedece a uma lógica totalmente diferente de direção, organização e espaço. “Olha a água mineral geladinha, refrigerante, cerveja”... Mais adiante uma voz se perde: “sacola reforçada, cinco reais a unidade, olha a sacola, dá licença pra eu passar com o carrinho...”. Ali, todos parecem ter pressa, tudo muda com a mesma rapidez em que a Praça do Trabalhador é ocupada no sábado e desocupada no domingo, deixando apenas o rastro de milhares de pessoas que insistem em jogar copos, papéis, latinhas e plásticos no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que ocorre nas outras feiras da cidade, não há uma área reservada à alimentação. Na Hippie se encontra de tudo, de comida goiana ao típico espetinho de gato e pastel de vento. Vez ou outra, uma barraca de alimentação surge entre as roupas, deixando um cheiro engordurado que não vai embora devido ao trançado de lonas que formam um corredor que protege do sol, mas não deixa o ar circular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre apertadas barracas, há artistas. Pessoas com o dom do desenho fazem retratos na hora, seja por foto ou modelo vivo. Alguns tocam violão em troca de algumas moedas, com a esperança de que alguém compre o sonho de serem reconhecidos. Além das apresentações culturais espalhadas pela feira, há a Rádio Hippie, uma espécie de rádio comunitária que presta serviço de utilidade pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um verso de Bruno e Marrone e um sertanejo universitário, anunciam documentos encontrados e pessoas perdidas. “A sua rádio Hippie prestando serviço para você, feirante”. Povoam a feira com um som um pouco mais alto que o da multidão e passam o dia falando sobre promoções, sorteios e distraindo quem faz daquele espaço, local de ofício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos de muitos vendedores cresceram entre as barracas. Vieram os cabelos brancos e os netos, mas o trabalho continua. O domingo suado é sustento para o resto dos dias. Os feirantes fizeram a opção de não ter o tradicional almoço em família. É uma classe que festeja aniversários, dia dos pais, das mães, páscoa e qualquer outra data comemorativa debaixo da lona, entre uma venda e outra. É uma classe que não sabe ao certo seu destino, já que há projetos de retirada da Hippie da praça do trabalhador. Uma classe que se apega ao que pode ou aparece e, por isso, tira suas dúvidas com a cartomante apressada, que sempre se perde rápido demais no meio da multidão, debaixo das lonas azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*texto editado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-102168743149198869?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/102168743149198869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=102168743149198869&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/102168743149198869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/102168743149198869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/06/debaixo-das-lonas-azuis.html' title='Debaixo das lonas azuis*'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-7812599416876864027</id><published>2009-06-15T12:17:00.003-03:00</published><updated>2009-06-15T12:20:39.878-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Vida-improviso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anda sem pressa de ir embora. Não gosta da chuva, tampouco do sol quando tem que sonhar por aí. Dá três passos, retira o melhor sorriso e decide continuar. São passos largos para caminhos poucos, tempo em que se desgastar é uma espécie de não saber as escolhas e o peso de cada não estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, de longe, onde a manhã se encerra um senhor cantarola um samba despercebido e inunda as ruas com uma alegria triste, melancólica quase. Tem um vazio que teima em ecoar a cada nota musical que permeia a graça em se fazer da vida um improviso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda sem pressa de chegar. Um andar cambaleante, um ar perdido na constante marcação pé-direito-pé-esquerdo. Vai morrendo a cada passo e vivendo a cada suspiro. Aos poucos, incorpora o samba flutuante no ar e o deixa solto na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barulho dos automóveis desaparece com a rotina, gritar já virou costume e, por isso, não ser ouvido também. No horizonte, as noites vão se pondo para amanhecer os sonhos no instante seguinte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-7812599416876864027?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/7812599416876864027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=7812599416876864027&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/7812599416876864027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/7812599416876864027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/06/vida-improviso.html' title='Vida-improviso'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-2493179686937588280</id><published>2009-06-10T10:52:00.000-03:00</published><updated>2009-06-10T10:53:22.874-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lugares'/><title type='text'>As esquinas de Cora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vila Boa de Goiás guarda a graça das senhoras que ainda se debruçam na janela para ver o tempo brincar de estátua. Nessas faces debruçadas, há caminhos cavoucados pelo tempo, pelo sol, destacados pelo sorriso, mesmo que tímido. A casa de Cora Coralina nos convida a sentar na ponte sobre o rio Vermelho e ver essa mistura de passos, compassos de uma vida que vai lenta, lembrando talvez as janelas que olham devagar no poema do Drummond - mas por ali, a vida não parece ser besta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os paralelepípedos contam a história da cidade que cresceu entre morros. Goiás velho é um pedaço do passado no meio das tortuosas árvores que formam a flora da região. Os postes, os casarões, o sino da igreja, tudo restaurado,  dando espaço ao não esquecimento, ao maravilhar-se diário. A menina feia da ponte ainda está debruçada na janela, olhando o rio e os paralelepípedos de sua vida. Goiás Velho é a poesia Coralina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mercado municipal, onde as tradições ainda são fortes, há pamonha cozida-frita, o bolinho de arroz e o empadão goiano. Há a personificação da fé em cada chama carregada por farricocos na procissão do Fogaréu. São esses homens de fé que solavancam a história recontada por passos esquecidos de quem, um dia, ali viveu. A vista do alto do coreto é a mais bonita, principalmente se acompanhada de sorvete de ameixa e boa companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda cidade antiga, os moradores contam suas lendas, cultivam seus fantasmas. A igreja  da Matriz, inacabada, nunca terá sua construção completa, a praga foi rogada, o padre foi-se embora e a igreja continuará em reforma nos tempos chamados sempre. O ouro só se faz presente nos dentes dos mais velhos, a mineração deixou apenas as marcas no rio que de vez em quando se revolta e transborda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As casas da rua do convento do Rosário molham os quintais no vermelho rio, esperando o olhar curioso de quem se senta nos bancos de madeira, embaixo das árvores em flor. As doceiras (teria alguma as receitas de Cora?) gostam de conversa fiada enquanto vendem pedacinhos de céu cristalizados, a quilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dessas casas, de grandes janelas, ainda será minha. E molharei os pés nas águas que encharcam o quintal de minha casa e, enfim, terei o céu e pertencerei à história que nunca foi minha – e é de todos nós, herdeiros da poesia, dos casarões e de toda a saudade que a velha Vila Boa de Goiás proporciona dos tempos em que não vivemos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-2493179686937588280?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/2493179686937588280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=2493179686937588280&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/2493179686937588280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/2493179686937588280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/06/as-esquinas-de-cora.html' title='As esquinas de Cora'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8414531300972347308</id><published>2009-06-09T13:01:00.001-03:00</published><updated>2009-06-09T13:04:09.068-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lugares'/><title type='text'>Goteira, mofo e solidão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As rodoviárias são locais tristes. Carregam lágrimas em suas goteiras. Mesmo quando o momento é de desembarque, tudo em volta ainda respira um “até mais”, ainda que haja abraços, sorrisos. A área de desembarque é um triste carregado de uma espera, da certeza que amanhã ou depois é preciso partir novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Terminal Rodoviário de Goiânia, travestiram a solidão de shopping Center. As pessoas engolem o choro e dizem adeus entre vitrines, cinemas e praças de alimentação. Em Brasília, a solidão é imensa. A rodoviária da capital do país é suja e feia. Mais que isso: é fria. Assim como o restante da cidade com seus prédios imponentes e seus gramados verdes a perder de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia ser diferente: o movimento é intenso. Enquanto um namorado despede-se em um interminável “tchauzinho” para a namorada, já dentro do veículo, presa a seu destino, uma senhora chora calada - sentada três bancos adiante - e uma criança brinca com seus patins, em um ir e vir frenético, combinando com o local. Ali se vende de tudo: travesseiros, cachorrinhos que balançam a cabeça, salgados amanhecidos e sorrisos amarelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez ou outra, alguém encosta pedindo uma moeda para completar o dinheiro do lanche ou da passagem. As rodoviárias são tristes porque não há raízes, a partida é a dona da casa. Mesmo os que ali trabalham, não criam vínculos, não dão bom dia, não sorriem. A solidão é numerada: cada box um destino, cada destino milhares de histórias que nunca ninguém irá conhecer, porque ninguém irá perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rodoviárias sufocam o calor humano e a vida passa a ser comandada pela hora de embarcar. A vida passa a ser um número, uma passagem. As rodoviárias são lugares repletos de marcas, destinos esquecidos. Tudo parece transitório, os rostos se perdem ao adentrarem os respectivos ônibus. Em um banco de rodoviária, fica sempre o cinza, o mofo e todos os sonhos que já não servem mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8414531300972347308?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8414531300972347308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8414531300972347308&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8414531300972347308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8414531300972347308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/06/goteira-mofo-e-solidao.html' title='Goteira, mofo e solidão'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-2395071375691477227</id><published>2009-06-04T08:21:00.000-03:00</published><updated>2009-06-04T08:24:27.619-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Ajudante de mágico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele é ajudante de mágico. Com seus seis ou sete anos, pequeno, mirrado e ajudante de mágico. Em sua casa, parte da ilusão do circo foi abalada: conhece os truques, sabe das mágicas, um observador atento aos truques do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a apresentação, parece uma miniatura de mágico, com seus sapatos lustrados, calça preta e camisa branca, com a manga dobrada. Observa a mesa flutuar, a garrafa de refrigerante sumir, o relógio aparecer dentro da lata lacrada de achocolatado. Seus olhos não demandam surpresa e não sorri, como o respeitável público. Apenas observa as mãos atentas do pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segura as bolsas das assistentes retiradas da platéia, é um coadjuvante mudo, porém não cabisbaixo, parece ter orgulho em ser o ajudante do grande mágico. Anda pra cá, volta pra lá, sempre em um passo manso de quem não quer chamar a atenção ou está prestes a desaparecer no ar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, distribui cartões com peixes pulantes enquanto o homem vende mais algumas ilusões momentâneas. Ao final, vai embora para casa, de mãos dadas, admirado com o pai e não com a mágica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-2395071375691477227?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/2395071375691477227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=2395071375691477227&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/2395071375691477227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/2395071375691477227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/06/ajudante-de-magico.html' title='Ajudante de mágico'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-9163298711142887842</id><published>2009-06-01T09:42:00.002-03:00</published><updated>2009-06-01T09:45:53.031-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>Panelas, tampas, laranjas ou empadas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aí, já encontrou sua metade da laranja? A tampa da panela? A azeitona da empada? Vendem por aí um amor perfeito. Almas gêmeas e amores de sempre sim. Mas...não há amores perfeitos, enquanto formos metade de algo perambulando por aí. Esqueça esta história de protagonistas de filme de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há construção de sentimento se nos vimos como metades, em uma busca incessante por tampas, recheios e outras metades. O amor acontece quando as pessoas se fazem inteiras. Quando dizem sim, mas sabem a hora do não. Para aquelas que sabem a hora de partir, por mais dolorido que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há amor para todo mundo. Porém, quase o mundo inteiro tenta enquadrar o amor em padrões. A pessoa que está por perto nunca se enquadra em todos os requisitos básicos, pois não preenche uma lista de 347 itens da “pessoa ideal”, então, não serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relacionamentos perfeitos são cravejados por imperfeições. Eles deixaram as listas de requisitos no fundo da gaveta. Aprenderam que algumas qualidades superam alguns defeitos e que a descoberta diária é um prazer enorme. Carinho e cuidado são coisas para construir e, por isso, não são vendidos em embalagens de 500 gramas, não vem em panelas, tampas, laranjas ou empadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sê inteiro. Único. Sólido. Crie espaços, olhe para o lado quando estiver no banco do metrô, no ônibus, no trabalho, na sala de aula ou no café. Não espere demais, seja natural, leve e mantenha os olhos atentos às cores do mundo. Esqueça de uma vez esta história de procurar no outro o que cada um já tem em si. Sê inteiro, feliz por conta própria e então perceberá pessoas inteiras, caminhando em sua direção, quando menos esperar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-9163298711142887842?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/9163298711142887842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=9163298711142887842&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/9163298711142887842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/9163298711142887842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/06/panelas-tampas-laranjas-ou-empadas.html' title='Panelas, tampas, laranjas ou empadas'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-2463665754939312886</id><published>2009-05-26T08:15:00.001-03:00</published><updated>2009-05-26T08:22:56.900-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Cartões, taxas e telefonemas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe como é, todo mundo acha todo mundo pelo celular. Não há como fugir, fazer de conta que não viu, dizer que não está. Cedo ou tarde eles vão encontrá-lo, com aquela voz de canal de vendas e tentar seduzi-lo, convencê-lo, empurrar-lhe goela abaixo o cartão, o empréstimo, as últimas novidades da semana, tudo a uma taxa de juros bem baixinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles vêm com aquela animação, dando boa tarde, perguntando se estamos bem. Jogam uma conversa de “como você tem um óóótimo relacionamento em Goiânia, São Paulo, na China e em Marte” estarão enviando totalmente grátis um inocente cartão, com os melhores planos de crédito e empréstimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não adianta dizer que não quer, agradecer, ser educado. Eles querem um motivo, UM motivo apenas para tamanha desfeita. Tentam nos convencer que estamos jogando a sorte pela janela, trancando as portas para a oportunidade perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cometemos um crime quando dizemos que não. Com vendedores, consultores e não sei mais o quê, não há escapatórias. Por mais que digamos que não, daqui a pouco os cartões estarão em nossas caixas de correio, contando os minutos para nos afogar em juros, taxas e anuidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um deles telefonarem, desejo que você consiga achar uma brecha, uma puxada de ar, uma respiração do outro da linha que ofereça a oportunidade de dizer "não, muito obrigado, eu já vou, um abraço, até amanhã ou mais tarde, em outra ligação".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-2463665754939312886?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/2463665754939312886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=2463665754939312886&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/2463665754939312886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/2463665754939312886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/05/cartoes-taxas-e-telefonemas.html' title='Cartões, taxas e telefonemas'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-7227230826448468418</id><published>2009-05-22T10:02:00.004-03:00</published><updated>2009-05-22T10:31:37.553-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vendas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Facilidades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você não tem tempo para fazer compras? Chega cansado do trabalho e não quer saber de happy hour? Você pode resolver todos os seus problemas ligando agora para o nosso canal de vendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato. A tv a cabo está cheia deles. Jóias baratinhas, só 550 a parcela, peça exclusiva, minha gente! Os canais vendem produtos revolucionários para mudar a sua vida. Você pode ter a sua própria máquina de expresso, freqüentar cafés para quê? O seu happy hour está salvo com as panelas elétricas, grills e máquinas de suco que moem até mandioca. E daí que mandioca crua é tóxica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que se preocupar com produtos de limpeza se você pode ter um revolucionário vaporizador para limpar tudo com o auxílio de uma escada que você pode montá-la de 231 formas diferentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está cansado de fotos com baixa resolução? Agora você pode registrar os seus momentos em uma potente máquina de 12.0 megapixels que é também webcam, gravadora de som, filmadora e canivete inglês. Sua potente máquina fotográfica só não corta batata palha, mas isso é facilmente resolvido com um telefonema para adquirir um superprocessador que também faz suco. Ele é facílimo de montar e limpar, pois é composto apenas por 456 peças distintas. (E na compra do superprocessador você leva inteiramente grátis um exclusivo cortador de legumes em cubos ou palitos perfeitos, que dará ao seu jantar de segunda uma sofisticação nunca antes vista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode adquirir uma máquina de pão, uma panela elétrica para arroz, omeleteiras, uma máquina de fazer donuts e uma vassoura elétrica. Você pode vender a sua alma e ter uma lista de produtos na prateleira para usar três vezes. Tudo bem, talvez quatro, talvez nunca. É a praticidade do mundo moderno. Daqui a pouco venderão corações e amores, mas, por enquanto, vendem felicidades momentâneas em potes de 500 gramas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-7227230826448468418?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/7227230826448468418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=7227230826448468418&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/7227230826448468418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/7227230826448468418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/05/facilidades.html' title='Facilidades'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8183734309090828461</id><published>2009-05-19T08:32:00.001-03:00</published><updated>2009-05-19T08:34:56.661-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e todo mundo'/><title type='text'>Quanto tempo demora uma espera?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O relógio se arrasta, os minutos parecem brincar de estátua. Quanto tempo demora uma espera? Talvez a mania de cultivar dias dentro de segundos tenha me deixado assim: meio torta, pendendo para o lado esquerdo das coisas. Tenho olhos de interrogação e ressaca, vontade de dormir até que se tornem gastas todas as pontas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida e sua mania de ser sala de espera. Cultivando em olhos tristes o cronômetro que acompanha o deslize descompromissado do ponteiro que marca os segundos. Aumento os dias para não partir, diminuo as horas para não pensar. Mas, quando o cansaço cansar de esperar, o telegrama aguardará a notícia dentro da caixa de correio. Então, será preciso partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partir para ficar e levar junto. Partir para recomeçar o que já tem começo e pintar bem colorido toda saudade que ficará. Afinal, quanto tempo demora uma espera? Demora o tempo de fechar os olhos, o tempo de dizer até logo, o segundo antes do abraço. Demora a sua falta no cobertor, o segundo antes da chamada, a lucidez imaginária de qualquer caminho flutuante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, as horas voarão para dizer que não adianta esperar. E cada passo trará uma nova resposta, um alento, um telegrama novo, uma paz inquieta. Cada passo fará o relógio dormir para que eu possa sempre acordar em uma vida diferente. Para que eu possa dizer dos tempos que se foram e, com eles, traçar as linhas das minhas mãos; para que eu possa fazer de cada segundo, meu minuto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8183734309090828461?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8183734309090828461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8183734309090828461&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8183734309090828461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8183734309090828461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/05/quanto-tempo-demora-uma-espera.html' title='Quanto tempo demora uma espera?'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-8911105021697765156</id><published>2009-05-15T10:40:00.001-03:00</published><updated>2009-05-16T00:39:00.597-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Repartições públicas'/><title type='text'>Sobre paredes, finais de semana e repartições públicas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem foi o inventor dos sistemas de ventilação coletiva para prédios públicos? Um dia quente demais, noutros é preciso montar uma fogueirinha no meio do escritório. A blusa já conquistou lugar cativo no carro, junto com o pacote de bolachas para tomar café da manhã ao volante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em repartições públicas, paredes são artigos de luxo, há apenas um mar de divisórias, mini-salas com parede de compensado e vidro. As conversas são públicas, a tela do computador também é, vivemos em um voyerismo constante com os trabalhadores da sala ao lado. Ouvimos as piadas, as reuniões, as conversas ao telefone, vemos as visitas no orkut e em sites oficiais.  Sabemos os horários de cada um. Incluso a ordem de chegada na repartição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às sextas-feiras a quantidade de gente cai consideravelmente e o fluxo de trabalho cresce. Às segundas, a maioria chega após as 9 horas e sai mais tarde que o de costume. Quando o telefone toca, é preciso dez segundos para distinguir de qual lado da divisória sai o som. Há dias em que há uma sucessão de “repartição fulano de tal, bom dia” seguido do som intercalado do telefone - do outro lado do compensado e vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As repartições públicas, olhadas pelo lado de dentro, não são tão burocráticas quanto parecem. Há vida - e pessoas com vontade de produzir cada vez mais, apesar da fama de trabalho manso. Há egos e pilhas de formulários e como em qualquer empresa privada, há limites. A diferença é que não trabalhamos aos finais de semana e as paredes...ah, bom deixar para lá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-8911105021697765156?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/8911105021697765156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=8911105021697765156&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8911105021697765156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/8911105021697765156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/05/sobre-paredes-finais-de-semana-e.html' title='Sobre paredes, finais de semana e repartições públicas'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-1324805516791420740</id><published>2009-05-14T16:24:00.000-03:00</published><updated>2009-05-14T16:27:37.296-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trânsito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='motoqueiro'/><title type='text'>Histórias sobre motoqueiros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que não é segredo o meu desapego por carros e trânsito. Neste universo, há duas coisas que me causam pavor: ônibus e motoqueiro. Eles querem disputar espaço, um porque acha que é grande e merece destaque e o outro encara sua pequenez como passe livre para costurar por entre os carros, pessoas, bicicletas e sinaleiros. Hoje dedico minha atenção à segunda espécie descrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Em um tranqüilo dia de domingo, sem trânsito intenso, aguardo o verde do sinal. Um casal motoqueiro pára ao lado.&lt;br /&gt;-Ela entrou no seu orkut, eu não aceito isso e EU SEI que você não aceitaria se fosse comigo!&lt;br /&gt;-Calma benzinho, eu não posso controlar quem entra no meu orkut...&lt;br /&gt;-Não importa, você não aceitaria se algum ex entrasse no meu profile...!!!&lt;br /&gt;Tudo isso, aos berros. O Tom Jobim do meu carro, abafado pela gritaria. O sinal abriu, o moço encostou, a outra saiu berrando, com o capacete nas mãos. Segui meu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Mais tarde três figuras, duas motos. Dois rapazes, calça jeans, camiseta e boné por debaixo do capacete. Praça Cívica. Uma moça na garupa, de vestido curto e chinelinho. Riam. Alto. Porém, rir não é crime, apenas causa olhares assustados em algumas ocasiões.&lt;br /&gt;Até que depois do terceiro sinal que paramos lado a lado, um rapaz passou a ensinar ao outro - ao que estava com a garota na garupa, a forma correta de arrancada para empinar a moto. Uma, duas, três tentativas. Risos. Quatro, cinco. Mais risos. Tudo bem que, ao final, ninguém empinou moto alguma, ninguém caiu, nem se machucou. (Pelo menos no espaço de quatro sinaleiros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Outro dia, um motoqueiro sentiu forte atração pela porta traseira do carro lá de casa. Ultrapassagem pela direita. Achou, ainda, que tinha o direito de ficar com raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Por falar em ultrapassagem pela direita, há uns dois anos fui descer de um carro parado no sinaleiro. O espaço entre o veículo e o meio fio era pouco menos de um metro. Eu estava no banco do carona. Quase morri atropelada pelo motoboy que faria uma entrega no meu prédio e que, após cruzar pela direita e furar o sinal, entrou na contramão. Já na portaria do prédio, ele veio me perguntar por que eu fiquei brava com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;O pior de tudo é constatar, que quando vemos um motoqueiro que não costura no trânsito e não provoca acidentes, ficamos com raiva, xingamos todos os seus antepassados e, por fim, ultrapassamos, indignados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-1324805516791420740?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/1324805516791420740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=1324805516791420740&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/1324805516791420740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/1324805516791420740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/05/historias-sobre-motoqueiros.html' title='Histórias sobre motoqueiros'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2120430441131825623.post-206393657239495046</id><published>2009-05-14T10:47:00.000-03:00</published><updated>2009-05-14T16:07:24.444-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicados'/><title type='text'>Casa nova</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudei. Casa nova. Projetos novos, sonhos antigos e renovados. Explico que a mudança (do brogui para o blogspot) foi necessária, para não dizer inevitável. Infelizmente o BroguiBlogs “faliu”, ou algo assim. O meu blog, assim como de várias pessoas, saiu do ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta casa nova, darei continuidade a um projeto que começou em outubro de 2005 e que vem crescendo. Outras novidades virão em breve. Obrigada a todos que freqüentavam o antigo blog e que estão aqui, descobrindo o que virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endereço é novo, mas a pseudo-escritora é a mesma. Sinta-se em casa, coloque o pé no sofá e boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2120430441131825623-206393657239495046?l=anaflaviaalberton.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/feeds/206393657239495046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2120430441131825623&amp;postID=206393657239495046&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/206393657239495046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2120430441131825623/posts/default/206393657239495046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anaflaviaalberton.blogspot.com/2009/05/casa-nova.html' title='Casa nova'/><author><name>Ana Flávia Alberton</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17701074297801278869</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
